A escolha do curso foi fácil. Acima de tudo não me conseguia ver a fazer outra coisa. Nunca quis ou interessei por outra opção profissional e, por isso, em Setembro de 1995 quando cruzei pela primeira vez as portas da faculdade, senti que estava exactamente no meu sítio.
À medida que os anos foram passando, fui tendo vários flirts com as áreas que ia conhecendo. Foi assim com a radiologia que me fascinou pela sua vertente de intervenção, com a pediatria (porque quer queiramos quer não, os putos são giros...), com a psiquiatria e com outras especialidades.
Durante um ano estive convencido que tinha encontrado a minha alma gémea na medicina interna.
Até ao dia em que, já no quarto ano, entrei pela primeira vez numa enfermaria de cirurgia. Fui-me apresentar ao director de serviço que após uma pequena conversa me indicou quem seria o meu orientador.
Estava de urgência. E assim, com um estado de espírito que alternava entre o receio e a curiosidade, fui conhecer o meu orientador.
O que melhor recordo desse encontro foi de pensar que aquele fato devia ser confortável...
Lembro-me que a minha primeira impressão da sala de pequena cirurgia, das feridas e dos abcessos foi de fascínio absoluto. A primeira cirurgia a que assisti, encostado ao canto da sala, tirou-me completamente o ar. Quem era esta gente que metia as mãos dentro dos doentes e os curava? Como é que esta gente que fazia estas coisas inacreditáveis falava comigo?
Quando dei por mim, a cirurgia tinha-se apoderado de mim. E ainda hoje, se me perguntarem o que é que me prendeu na cirurgia, eu continuo sem conseguir explicar. Mas...o amor não se explica...
A verdade é que já se passaram 11 anos desde que tive o meu primeiro contacto com a cirurgia. E no entanto, ainda hoje, fico absolutamente fascinado pelo acto de operar um ser humano.
Nem sempre tudo corre bem. Às vezes, apesar dos nosso melhores esforços, os doentes morrem. Mas apesar de tudo continuo, ainda hoje, a olhar para os meus colegas mais velhos e a querer ser como eles.
Ainda hoje, de cada vez que visto um fato de bloco, coloco a touca e a máscara me sinto como o mais feliz dos seres. Eu tenho a sorte de ser pago para viver uma paixão!
6 anos de especialidade e quase 1000 doentes operados depois, não há vez nenhuma que entre na sala operatória e não me sinta como aquele puto que há 11 anos atrás ficou absolutamente esmagado pelo tremendo acto de amor que é uma cirurgia.
À medida que os anos foram passando, fui tendo vários flirts com as áreas que ia conhecendo. Foi assim com a radiologia que me fascinou pela sua vertente de intervenção, com a pediatria (porque quer queiramos quer não, os putos são giros...), com a psiquiatria e com outras especialidades.
Durante um ano estive convencido que tinha encontrado a minha alma gémea na medicina interna.
Até ao dia em que, já no quarto ano, entrei pela primeira vez numa enfermaria de cirurgia. Fui-me apresentar ao director de serviço que após uma pequena conversa me indicou quem seria o meu orientador.
Estava de urgência. E assim, com um estado de espírito que alternava entre o receio e a curiosidade, fui conhecer o meu orientador.
O que melhor recordo desse encontro foi de pensar que aquele fato devia ser confortável...
Lembro-me que a minha primeira impressão da sala de pequena cirurgia, das feridas e dos abcessos foi de fascínio absoluto. A primeira cirurgia a que assisti, encostado ao canto da sala, tirou-me completamente o ar. Quem era esta gente que metia as mãos dentro dos doentes e os curava? Como é que esta gente que fazia estas coisas inacreditáveis falava comigo?
Quando dei por mim, a cirurgia tinha-se apoderado de mim. E ainda hoje, se me perguntarem o que é que me prendeu na cirurgia, eu continuo sem conseguir explicar. Mas...o amor não se explica...
A verdade é que já se passaram 11 anos desde que tive o meu primeiro contacto com a cirurgia. E no entanto, ainda hoje, fico absolutamente fascinado pelo acto de operar um ser humano.
Nem sempre tudo corre bem. Às vezes, apesar dos nosso melhores esforços, os doentes morrem. Mas apesar de tudo continuo, ainda hoje, a olhar para os meus colegas mais velhos e a querer ser como eles.
Ainda hoje, de cada vez que visto um fato de bloco, coloco a touca e a máscara me sinto como o mais feliz dos seres. Eu tenho a sorte de ser pago para viver uma paixão!
6 anos de especialidade e quase 1000 doentes operados depois, não há vez nenhuma que entre na sala operatória e não me sinta como aquele puto que há 11 anos atrás ficou absolutamente esmagado pelo tremendo acto de amor que é uma cirurgia.
Sem comentários:
Enviar um comentário